Agricultores urbanos acessam o PNAE e garantem renda e merenda saudável em escolas de três municípios (2014)

DSCN0087A história da Horta Comunitária da Vila Santana, zona urbana de Remanso, começou em 2005 quando moradores locais decidiram se juntar para produzir alimentos e complementar a renda de suas famílias. Seu Antônio Parente de Sá Barreto, um dos agricultores, lembra que o início foi de muita dificuldade por não terem apoio das organizações locais, com exceção da Ação Social, que ajudou o grupo a fundar a horta.

Em 2013, o apoio do SASOP contribuiu para que começassem a acessar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e vender as verduras e hortaliças produzidas por eles. O agricultor conta que antes do PNAE tinham que sair nas ruas, de casa em casa, tentando vender os produtos e perdiam muitos deles por não ter como escoar.
Ao todo são 23 agricultores urbanos cultivando na área de 6.400 metros quadrados, cada  um com seus canteiros. Desses, nove já acessam o PNAE: Antônio, Joana, Carmen, Jocelandi, Júlio, Marinália, Raimundo, Nanci e Manoel. Fornecem coentro, alface, cebolinha, pimentão, couve e algumas frutas para escolas e feiras nos municípios de Remanso, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes. Plantam ainda feijão, melancia, mandioca. Da horta tiram também a alimentação de suas famílias.

O grupo afirma que acessar o PNAE mudou a vida das nove famílias que acessam o programa porque a renda que vem pela Prefeitura é certa. A horta, segundo Seu Antônio, é uma dedicação de todos os dias. Quando alguém precisa viajar, deixa sempre outra pessoa cuidando dos canteiros.

Seu Antônio conta ainda que só utilizam adubo orgânico. Com a assessoria técnica do SASOP, aprenderam a fazer adubo natural e sempre  que têm problemas com insetos ou na plantação pedem ajuda aos técnicos. O grupo conseguiu ainda ferramentas de trabalho, tela sombrio e estão terminando uma estufa. Seu Antônio diz que depois dos cursos de capacitação, a visão sobre a terra mudou e mesmo que não tenham muitos recursos, vão ter sempre os matos para que possam fazer compostagem e cobertura morta para o solo.
Para 2015, planejam uma campanha nos meios de comunicação locais para sensibilizar a população a consumir mais produtos naturais.

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