Horta Comunitária une mulheres agricultoras da comunidade Malhadinha (2016)

Grupo de Mulheres da Horta Comunitária

Grupo de Mulheres da Horta Comunitária

O grupo da Horta Comunitária da Malhadinha, em Remanso, Bahia, é formado por 12 mulheres: Maria Souza da Silva, Uliander da Silva Lopes, Iara Alexandre Guariroba, Vânia Beatriz da Silva Ferreira, Marlene Rodrigues Gomes, Marilene Lopes Ferreira, Maria Madalena Antunes Lopes, Rosimeire Guariroba Rodrigues, Angele Maria Vargas Lima, Jocineide da Silva Lopes, Maria de Fátima Santos Souza e Jane da Silva Lopes.

A decisão de formarem um grupo foi tomada depois de uma reunião com a Rede de Mulheres de Remanso, em 2012, que chamou a atenção delas para a importância de se orga- nizar. Começaram então com 10 mulheres. Elas contam que sempre tiveram seus canteiros em casa, mas apenas para o consumo. Não pensavam na comercialização, nem nos cuidados da horta de forma coletiva.

No começo ainda não tinham terreno. O que utilizam hoje era o espaço de uma antiga casa de farinha da comunidade, que depois se transformou num lixão. Lembram que, na época, todo mundo jogava lixo lá e que foi um trabalhão para limparem a área. O SASOP apoiou com a compra de materiais para infraestrutura dos canteiros e as mulheres com a mão de obra e as ferramentas. Limparam o terreno e fizeram os canteiros. Usam remédios naturais para afastar lagartas e outros insetos, como o angico e a cebola. O adubo que utili- zam é o esterco curtido que pegam dos seus quintais e dos quintais dos vizinhos. Hoje, plan- tam alface, coentro, pimentão, couve, cebolinha e outros tipos de hortaliças. Cada uma tem três canteiros, que são molhados pela manhã e no final da tarde.

Vendem na comunidade e também para alimentação escolar, em Remanso, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além da feira do município de Pilão Arcado. Elas reconhecem que o PNAE é muito importante porque, além de melhorar a qualidade da alimentação das crianças na escola, também gera renda a pequenos grupos de agricultores e agri- cultoras familiares.

Algumas dessas mulheres também fazem parte do grupo de beneficiamento de peixe da Colônia de Pescadores e Pescadoras – Z 41, de Remanso.

Elas contam que antes dependiam dos maridos para comprar qualquer coisa que precisassem, mas hoje não precisam mais ficar pedindo dinheiro. Arrecadam, cada uma, até 100 reais por mês com as vendas da horta. Para o futuro, desejam um terreno maior para poder ter mais canteiros e uma diversidade ainda maior de cultivos.

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